Edição 29 - Edição Online


Um atleta olímpico é aquele que se entregou com paixão para obter o aproveitamento total de sua capacidade física e mental, e, em sua modalidade, está muito próximo a perfeição. Nestas próximas Olimpíadas, a serem realizadas de 25 de julho a 9 de agosto em Barcelona, se encontrarão 11 mil atletas de 170 países nestas condições, para oferecer um espetáculo correspondente aos mesmos ideais olímpicos desde que esta forma de competirão surgiu, ha quase 3 mil anos. 
 
Durante mais de mil anos realizavam-se em Olímpia, na Grécia, jogos em homenagem a deuses pagãos; a festa era tao importante que comandava, inclusive, o calendário da época, que se alterava de 4 em 4 anos. A invasão romana a Grécia alterou a filosofia pacifica dos jogos, tornando-os palcos de carnificinas, com a participação de escravos que eram sacrificados. 
 
Estas mudanças culminaram no esquecimento das competições até 1896, quando foram restabelecidos os Jogos Olímpicos Modernos, que conservaram seu nome de origem e a periodicidade de 4 anos. 
 
 
Ideal igualitário 
 
Os princípios básicos dos Jogos Olímpicos condenam qualquer discriminação racial, politica ou religiosa, ideais difíceis de serem respeitados, conforme acontecimentos isolados durante alguns Jogos comprovam. Sendo, talvez, o maior exemplo as Olimpíadas de Berlim (Alemanha) em 1936, quando Hitler, querendo provar a superioridade da raça ariana no auge do nazismo, incitou protestos de inúmeros países e assistiu a equipe americana, composta basicamente de judeus e negros, levarem 12 medalhas de ouro, contra 4 da Alemanha. 
 
Nesta 2° versão dos Jogos Olímpicos a cidade escolhida para sediar as competições foi a capital da Catalunha, Barcelona, na Espanha. A Catalunha é uma região litorânea próspera e culturalmente independente de seu país, inclusive com língua própria, o catalão (castelhano com influências francesas). 
 
 
Barcelona está pronta para os jogos 
 
A realização destes jogos será o projeto mais audacioso que a cidade já empreendeu, representando para seus cidadãos o reconhecimento da cidade aos olhos do mundo, incrementando o turismo e também vindo a melhorar sua infraestrutura tecnológica para receber as milhares de pessoas que chegarão de todas as partes do mundo. 
 
Barcelona construiu um novo aeroporto, reformou suas estradas, fez novas instalações desportivas e, certamente, tomará um novo impulso econômico com a realização dos Jogos, que são autofinanciados. Os gastos com os preparativos foram cobertos pela venda dos direitos televisivos e de cotas a patrocinadores. Outra parte importante do dinheiro vira da venda de ingressos, emissão de selos, moedas e medalhas comemorativas; além de sorteios especiais da loteria nacional da Espanha. 
 
 
Como estão as chances do Brasil 
 
O Brasil não é um país tradicional no podium das Olimpíadas. Temos tido resultados considerados medíocres em relação aos grandes campeões, como: EUA, ex-URSS, Grã-Bretanha, França ou Alemanha. Mas a vitória em provas esparsas nos mostram que temos atletas que conseguem eventualmente superar a crise imposta ao esporte no Brasil, que não tem oferecido condições de formar campeões. A dificuldade em obter patrocinadores para o esporte desfavorece uma dedicação maior por parte dos atletas, que tem treinos diários muitas vezes sob condições precárias e não recebem apoio financeiro para trocarem as horas de trabalho pelas horas de treino. 
 
A Pool-Life/Revista da Piscina procurou saber notícias acerca da nossa participação nas competições nas piscinas, que incluem as seguintes modalidades: natação, salto ornamental, nado sincronizado e polo aquático; embora ate o mês de maio ainda não estivessem definidas a maioria das classificações nos pré-olímpicos, deixando a incerteza de quantos atletas brasileiros irão e mesmo se estes quatro esportes serão representados em sua totalidade, o que e bastante improvável. 
 
 
Opinião dos treinadores 
 
Segundo o treinador e supervisor da seção de saltos ornamentais do E. C. Pinheiros, em São Paulo, Roberto Gonçalves, “a realidade do salto ornamental torna muito difícil essa classificação. Temos problemas com a frequência de treinamento que e quase impossível durante o inverno por causa da temperatura da água e não temos chances de participar de muitas competições a nível internacional, devido a falta de patrocínio”. A seleção brasileira de salto participará com 8 atletas do CANAMEX, provas que ocorrem no Canadá, México e EUA, em maio (com patrocínio dos correios e empresas que se dispuseram a financiar as passagens). Esta competição tem caráter mundial e decidira sabre a participação nas Olimpíadas. 
 
Roberto tem muitas dúvidas sobre a obtenção do índice estipulado pela CBDA – Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, mas revela que a atleta que tem maiores chances de obtê-lo e Silvana Neitzk, de Brasília. “Com a infraestrutura do salto, o mais longe que temos conseguido chegar e o sul-americano”. 
 
A seleção brasileira de natação é escalada em competições seletivas a nível nacional. No caso das Olimpíadas inúmeras competições permitem a classificação desde que se obtenha o índice olímpico. A última chance dos atletas se classificarem ocorre de 28 a 31 de maio, no Rio de Janeiro. Alberto Klar, técnico da natação do Pinheiros, diz que “o treinamento para as provas olimpiádicas é o normal, só que em provas dessa importância o atleta faz alguns preparativos, como a depilação, para criar mais sensibilidade e adquirir um ponto ideal para dar mais resultados. Alguns atletas que já obtiveram o índice estão fora do país, como e o caso de Gustavo Franca Borges, nadador do Pinheiros. Ele já ganhou ouro nos Jogos Pan-Americanos e é recordista pan-americano na prova dos 100 m nado livre. Existe esta chance e não podemos negar”. Se tivermos ouro nas piscinas, provavelmente vira da natação. 
 
O polo aquático tem seu pré-olímpico também em maio. Este esporte está estreando nas Olimpíadas como competirão em Barcelona. Segundo o técnico da seleção brasileira de juniores, Gilberto Guimarães Jr., o Brasil tem poucas chances porque pegou uma chave muito difícil no pré-olímpico. “Fomos nas Olimpíadas de Los Angeles em 84 e ficamos classificados em 12° lugar. Agora pegamos a Holanda e a Austrália para competir por uma vaga, o primeiro jogo foi favorável a Holanda e o segundo ainda não foi realizado, estamos no meio do campeonato.” 
 
Este esporte e considerado o 2° em grau de dificuldade de realização (o 1° e a ginástica em aparelhos).
 
 
Natação 
 
O que diferencia cada estilo são as técnicas. O nado borboleta e simétrico, as mãos saem juntas da água. No nado livre as bradas são alternadas. O nado de peito tem a particularidade de não se tirar os braços fora da água e os movimentos das pernas são parecidos com os de uma rã. O de costas e o mais simples, o (mica ponto crítico e manter o quadril bem alto. Quanto melhor você nada o estilo mais eficiente você e na cronometragem. 
 
 
Salto 
 
Os trampolins são em duralumínio, com altura de 1 m e 3 m. As plataformas são de 5 m, 7,5 m e 10 m em concreto. Os atletas que dão melhores resultados no salto são provenientes da ginástica olímpica, pois os movimentos são bastante semelhantes. 
 
 
Nado Sincronizado 
 
As competições olímpicas do nado sincronizado compreendem duas etapas: avaliação técnica e coregráfica. Ele e uma evolução bale aquático, acrescido de movimentos de difícil execução e com certas regras básicas.
 
A sincronização das atletas deve ser perfeita com a música e os movimentos absolutamente idênticos.
 
 
Polo Aquático 
 
Seu movimento básico de sustentação na água e a “batedeira”, isto é, um círculo com os pés alternados, muito difícil de ser realizado ou mantido. 
 
O jogador não pode pegar a bola com as duas mãos a não ser o goleiro. 
 
Como a posse de bola e de apenas 35 segundos e a área da piscina próxima ao tamanho de uma quadra de basquete, os atletas têm que nadar para agilizar o jogo. 
 
O time e composto de 6 jogadores e 1 goleiro.

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