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Curta sua piscina com tranquilidade




 

O verão chegou, e a atenção deve ser redobrada, crianças e adultos gostam muito de banhos de piscina, ainda mais em um país tropical como o Brasil, além de que, seja para lazer ou esporte, são muitos os benefícios à saúde e bem estar. Entretanto, devem ser tomados vários cuidados para que seu uso seja sempre seguro e saudável incluindo-se água devidamente filtrada e tratada.

Como evitar riscos para crianças no entorno e dentro das piscinas:
 
ENTORNO DA PISCINA
 
  • Ter sempre a supervisão de adulto responsável;
  • Reconhecer a área da piscina, não correr e não fazer brincadeiras inapropriadas ao local (geralmente com piso molhado) como empurrar ou pirâmide humana;
  • Proteger-se do sol, não trazer brinquedos e objetos que não seja para uso na piscina;
  • Máxima atenção no acesso ao escorregador, sempre segurando no corrimão, escorregar sempre sentado, tomar cuidado para não escorregar sobre pessoas que estejam na água e não brincar no lava-pés;
  • Não correr para mergulhar e certificar-se de que haja espaço e profundidade para mergulho seguro.

NA PISCINA

  • Ter sempre a supervisão de adulto responsável;
  • Certificar-se de sua profundidade e de que seus ralos sejam anti-prisionamento;
  • Fazer o acesso à piscina em local raso com os pés, e delimitar a área apropriada segura para brincar;
  • Nunca brincar próximo aos ralos de sucção;
  • Sucção de cabelo e partes do corpo deve ser evitada com uso de ralo(s) anti-aprisionamento e precauções de desligamento do funcionamento da bomba;
  • Não permita competições de prender a respiração embaixo da água;
  • Atenção 100% na criança, a distância de um braço, mesmo na presença de um guarda-vidas; 
  • Urgência – Aprenda como agir em emergências aquáticas, faça um curso.
OUTRAS RECOMENDAÇÕES
  • Acesso restrito a(s) piscina(s) com grades ou cercas transparentes e portões auto-travantes a uma altura que impeça crianças de entrar no recinto da piscina sem a companhia de um adulto;
  • O adulto deve estabelecer regras rígidas e seguras para as crianças usufruírem da piscina;
  • Busque sempre informação e orientação com o guarda-vidas;
  • Ensine flutuação e brincadeiras seguras na água a partir dos 6 meses e natação a partir de 2 anos, mas não deixe seu filho sozinho na piscina ainda que ele saiba nadar;
  • Caso precise afastar-se da piscina para atender um telefone ou campainha, ou mesmo pegar uma toalha, leve sempre seu filho consigo;
  • Incentive o uso de coletes salva-vidas para crianças menores e pessoas sem conhecimento de natação e não permita o uso de boias de braço, pranchas, pneus, e bolas, elas transmitem falsa impressão de segurança;
  • Evite brinquedos próximos à piscina, isto atrai muito as crianças e aumenta o risco;
  • Sair imediatamente da piscina se houver relâmpagos;
  • Se não for utilizar a piscina, mantenha-a tampada por capa apropriada para evitar impurezas e proteger de uma eventual queda de criança ou animal doméstico;
  • Não coma na área próxima à piscina para manter a qualidade da água e evitar contaminação de resíduos dos alimentos;
  • Em caso de cortes ou machucados abertos, cuidado com a contaminação por vírus ou bactérias. Não frequente a piscina se tiver micose, pé-de-atleta ou qualquer outro problema que cause a contaminação dos usuários por vírus, fungos e bactérias.
PRINCIPAIS SITUAÇÕES DE RISCOS PARA ADULTOS

 

Além das recomendações da questão anterior para as crianças, os adultos, nunca devem nadar desacompanhados, não devem superestimar sua capacidade de nadar e não devem realizar mergulhos de cabeça em locais rasos. As sinalizações do local devem ser observadas e deve-se evitar ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes do banho de piscina, manter o senso e capacidade de juízo seguro e não brincar de pirâmide ou outras brincadeiras que coloquem em risco a sua integridade e de outras pessoas.

Lembre-se de contratar um guarda-vidas se você for fazer uma festa com piscina em sua casa.

 

UTENSÍLIOS DE VIDRO PRÓXIMO À PISCINA

 

São proibidos, pois no local as pessoas geralmente ficam descalças e, caso haja uma queda de um copo de vidro, por exemplo, devido à região ser molhada, será difícil recolher cacos de vidro que podem causar acidentes.

 

CERCA DE PROTEÇÃO DA PISCINA

 

A palavra utilizada é “isolamento”, para impedimento por meio físico e estrutural do acesso de crianças e animais domésticos a piscina tendo por objetivo mantê-los distantes e seguros.

A grade ou gradil deverá estar íntegro, transparente e não escalável, a fim de promover o isolamento necessário e impedir a passagem de uma criança. Ela deve ter altura maior que 1,2m e suas barras verticais devem ser espaçadas em largura inferior a 12 cm umas das outras, tendo ainda no máximo 8 cm entre o piso e a barra inferior da grade.

O portão de acesso deve ser mantido fechado e ter tranca automática para delimitar com precisão as áreas de acesso à piscina, mantendo distantes crianças e animais domésticos, as quais poderão circular com segurança ao redor da piscina sem risco de afogamento.

Atenção ainda em evitar a possibilidade de uma criança colocar uma cadeira e escalar o grade/cerca.

 

PARA QUEM NÃO SABE NADAR

 

A primeira regra é estar sempre acompanhado e em condições saudáveis, não ter ingerido bebida alcoólica e estar há mais de 2 horas da última refeição. Para quem não sabe nadar, água na linha da cintura é uma medida segura, permitindo se banhar e usufruir da piscina em segurança.

 
PISO MAIS INDICADO
 
O ideal para o entorno da piscina (área circundante) são pisos antiderrapantes que obedeçam à norma ABNT NBR 13753, e aos critérios de ensaios previstos na norma ABNT NBR 13.818, principalmente quanto ao coeficiente de atrito, absorção da água, resistência ao tráfego, limpabilidade e expansão por umidade. Além disso, de acordo com as normas, o entorno da piscina deve conter marcas indicadoras no piso externo e nas paredes acima do nível de água, informando aos usuários a profundidade de água naquele ponto e os pontos de mudança de inclinação de piso.
 
USO DE ÓLEOS BRONZEADORES
 
Não chega a ser um fator de risco, mas os bronzeadores impactam em higiene e custos de manutenção e devem ser evitados ou ainda utilizados produtos com inscrições no rótulo do tipo: “Não sai na água”, “Oil Free”, “Isento de óleos”, “Contém Silicone”, que indicam que o produto não é gorduroso.
A oleosidade natural do corpo que se solta da piscina na água e adere nas bordas e nos equipamentos de piscina dificultam a limpeza da água, e esse problema fica ainda mais intenso com o uso de bronzeador e protetor solar a base de óleos, que colaboram para a formação de verdadeiras ilhas de gordura flutuando na água das piscinas e camadas escuras de gordura nos azulejos das bordas, e deixam a água com uma aparência gordurosa de aspecto pegajoso, além de marcas de sujeira nas bordas da piscina.
 
SISTEMAS ANTI-SUCÇÃO
 
Em 14 de maio de 2014, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmera aprovou o relatório do deputado Darcísio Perondi ao Projeto de Lei nº 1.162/2007 que disciplina a prevenção de acidentes em piscinas e propõe a obrigatoriedade de instalação de tampa anti-aprisionamento, ou não bloqueáveis, nos drenos e ralos de fundo de piscinas públicas, privadas e coletivas. São tampas de formato abaulado já disponíveis no mercado, com acessos laterais para o fluxo de água que impedem a sucção de cabelos ou partes do corpo.
Dentre as medidas há também a exigência de botão de parada de emergência das bombas, que deve ser localizado junto à piscina para acesso rápido em caso de um eventual acidente.  Outra medida de segurança possível é a utilização de sistemas de bombas que identificam automaticamente a falta de água nos dutos de sucção e desligam as bombas.
Outros pontos de atenção na piscina estão em itens que dizem respeito à manutenção e conservação, como por exemplo, azulejos quebrados, bordas com pedras soltas ou pontiagudas, ralos de aspiração e jatos de recirculação, principalmente.
 
Fonte e foto: anapp.org.br