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Paisagismo em volta da Piscina




 

Paisagismo em volta da Piscina 

 

Não importa qual o espaço disponível que você tenha à sua disposição para formar um jardim. Grande ou pequeno, ele ficará bonito e aconchegante se atender a certas regras de estética e praticidade. Com planejamento e bom gosto é possível ter o máximo de aproveitamento da área livre junto à piscina.


Com a chegada da primavera as plantas ganham vida, as folhas queimadas pelo frio do inverno renascem vigorosas, as borboletas invadem o jardim à procura de primaveras, gerânios e begônias. Tudo fica mais bonito à espera do verão, que vai completar essa paisagem com lindos dias de sol e você, sua família e amigos se divertindo na piscina.

Para que tudo aconteça dessa forma, em primeiro lugar, se você já não possui um jardim pronto, precisa começá-lo imediatamente, pois é essa a época do ano mais propícia para o plantio e mesmo o replantio de determinadas mudas ou folhagens. Existem certas regras que auxiliam a harmonização do jardim com a piscina. Além de um projeto paisagístico ter que se adequar ao gosto, estilo e modo de vida das pessoas que vivem na casa, ele deve satisfazer às exigências do local, como a topografia do terreno, posição da piscina em relação ao sol e ao vento. "São esses elementos que determinarão quais espécies de plantas serão usadas e se deverão estar ou não próximas da piscina", diz o engenheiro agrônomo e paisagista José Gobbi de Oliveira, da Gobbi Paisagismo, em São Paulo.

Elementos de integração

Um bom jardim atende a quatro princípios básicos: beleza, conforto, privacidade e segurança. A beleza é relativa, mas pode classificar-se como erro em um jardim o excesso de cores e espécies de plantas. Dessa forma ele se torna artificial, com formas e volumes desarmoniosos. O conforto advém de se possuir plantas rústicas, que não requeiram podas constantes ou cuidados especiais e nem folhas caducas (que caem), pois estas aumentam o serviço de manutenção.

Em termos paisagísticos, o conforto em uma piscina também está relacionado ao equilíbrio térmico e físico. Além de produzir sombras só em lugares apropriados, a vegetação não pode impedir ou atrapalhar a livre circulação. A privacidade pode ser planejada com o recurso da cerca viva, não necessariamente de forma retilínea, mas de acordo com o espaço disponível. Se a finalidade for impedir o acesso à piscina, deve optar-se por espécies mais agressivas e plantas que tenham volume, que também impedem a visão do local.

O último fator, mas não o menos importante numa piscina é a segurança. Além do bom planejamento na hora de construí-Ia - utilizando-se recursos como piso não escorregadio e meios que impeçam o livre acesso de crianças e animais (veja na seção Piscina e Segurança) -, devem ser evitadas as espécies venenosas e que possuam espinhos. As palmeiras Rabo-de-peixe, cujas folhas lembram o desenho de uma cauda de peixe, por exemplo, devem ser evitadas, apesar de altamente ornamentais. "Elas produzem frutos que causam intensa reação alérgica quando manipulados", afirma o pesquisador científico do Instituto de Botânica de São Paulo, Antônio Luiz Gonçalves.

Dicas

Ao planejar seu jardim tenha em mente algumas regras básicas:

• plantas com folhas pequenas devem ser colocadas em posição favorável, para que o vento não as carregue para dentro da água;

• Árvores ou plantas volumosas não devem ficar em posição errada em relação ao sol,o ideal, nesse caso, é posicioná-Ias na direção do poente;

• À exceção da palmeira e de certas espécies de pinheiros, que têm raízes pequenas, não se devem plantar arbustos e árvores a menos de 10 metros da piscina;

• Prefira as espécies de folhas perenes para facilitar a limpeza, o Ipê, por exemplo, é uma árvore desaconselhável, porque suas folhas caem totalmente;

• Prefira espécies rústicas e não sensíveis a pragas e doenças, e também que não atraiam pássaros e insetos (frutíferas).