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Natação é "bom pra cachorro"




 

Natação é "bom pra cachorro" 

Quem assistiu o filme “Marley e eu”, baseado no best seller de John Grogan, vai se lembrar da cena em que o endiabrado labrador Marley se joga e sai nadando na piscina com a maior desenvoltura. Labradores, em geral, adoram pegar uma piscina, assim como Golden Ritrivers e outros que já nascem com afinidade com a água.

Essas são as raças mais freqüentes em clínicas veterinárias e espaços afins que oferecem natação como uma atividade para descontrair, acabar com o estresse e cuidar da saúde dos cães.

O Ponto do Cão, de Jundiaí (SP), é um desses espaços. Lá, o foco principal é oferecer ao animal uma atividade prazerosa para que ele esqueça o estresse de ficar confinado num apartamento, motivo de automutilações, irritabilidade e até problemas dermatológicos nos animais. “O cão retoma suas energias. Até para dar banho fica mais fácil”, conta o técnico veterinário Sérgio Ricardo Pasqualini.

O animal fica mais relaxado. “Fazemos muita brincadeira para que ele solte a energia acumulada”. As “aulas” são divididas em pequenas sessões de cerca de 5 minutos e intercaladas com outras atividades fora da água para não cansar o animal.

Melhor que a caminhada – A natação é melhor que uma caminhada num parque, por exemplo, porque diminui a temperatura corporal do cão.

"O contato com a água faz com que ele perca calor rapidamente, mesmo numa piscina aquecida, ele não sofre com o calor excessivo”, explica o zootecnista Alexandre Rossi, mais conhecido como o Dr. Pet, do programa Domingo Espetacular, da Rede Record.


O fato de a natação também ser uma atividade de baixo impacto para as articulações é outro positivo, assim como é para os seres humanos.

Cuidados - Mas alguns cuidados são necessários. De acordo com Alexandre, ao contrário do que muitos pensam, os cães não nascem sabendo nadar, precisam ser incentivados aos poucos. “Eles correm riscos se você simplesmente jogá-lo na água”, adverte. Pode-se começar levando o animal para um passeio à beira de uma lagoa ou praia e deixá-lo experimentar a sensação de ter água a altura das patas. Tudo deve ser recheado com muita brincadeira.

Cuidado com as bordas da piscina, que devem ter acabamento antiderrapante ou serem protegidas com uma borracha para que, ao pular, o cachorro não bata as patas, sinta dor e rejeite a brincadeira na água.

O dono também deve ensinar o animal a sair da piscina, não só tendo o apoio de degraus ou plataformas, mas também o treinando a sair de qualquer ponto da piscina, quer tenha um suporte ou não. “O cão corre o risco de morrer por exaustão, tentando sair [da água]”, alerta Alexandre. A dica é usar uma guia e chamar o cão a partir de várias partes da borda da piscina para que ele treine essa saída. Não se pode ter pressa: o cão leva um tempo para assimilar essa parte.

Os donos também devem isolar piscinas que estejam em reforma, para não correr o risco de o animal se acidentar ao pular numa piscina sem água. No mais, é curtir a brincadeira com o seu “melhor amigo”.

Fotos: Divulgação / O Ponto do Cão.